Ética e boas escolhas
Empatia, honestidade e boas escolhas, online e offline. Com dilemas de verdade para conversar.
R$ 9,90 · PDF para imprimir em casa · um caderno feito para cada idade.

Se isso acontece na sua casa, este caderno é para vocês
Ninguém nasce sabendo o que é certo. A moral se constrói conversando sobre situações concretas: o troco a mais, o amigo excluído, o print que humilha, a lição feita pela IA. As atividades trazem dilemas para a família discutir junto. Não tem resposta pronta. Tem o porquê de cada escolha.
- Mente para não levar bronca.
- Não percebe quando machuca alguém.
- Acha que o que acontece no grupo não é tão grave.
- Usa IA para fazer a lição e acha normal.
8 atividades para 7 a 10 anos
Nesta idade, ética é gesto. Seu filho aprende a ajudar, a esperar a vez e a cuidar olhando para você. Não precisa de sermão: precisa de exemplo, de nome para as emoções e de muita repetição.
- Carinha de quê?Nomear as emoções é o começo da empatia. Quem sabe o que sente aprende a perceber o que o outro sente.
- Desculpa e obrigadoAs crianças aprendem as palavras mágicas pelo exemplo muito antes de entenderem o motivo.
- Pequeno ajudanteWarneken e Tomasello mostraram que bebês de um ano e meio já ajudam um adulto por conta própria, sem ganhar nada em troca. A vontade de ajudar vem cedo. Cabe a nós dar espaço para ela.
- O ursinho dodóiPiaget chamou de jogo simbólico o faz de conta que começa perto dos 2 anos. Cuidar de um boneco é ensaiar o cuidado com o outro.
- O teatrinho do ajudanteHamlin, Wynn e Bloom mostraram que bebês de poucos meses já preferem um boneco que ajuda a um que atrapalha. A noção de bondade aparece antes da fala.
- Um de cada vezNa sala Montessori existe um só exemplar de cada material. A criança espera quem está usando, e aprende que o outro também tem vez.
- Mãos que cuidam da plantaMontessori incluía o cuidado com plantas e animais no dia a dia das crianças pequenas. Cuidar de um ser vivo ensina delicadeza e responsabilidade.
- Derrubou? A gente consertaMartin Hoffman chamou de indução o jeito de mostrar à criança o efeito do que ela fez no outro. Isso ensina mais do que o castigo.
Aos 4, 5 e 6 anos, a criança vê o certo e o errado em preto e branco, e acha que a regra vale porque o adulto mandou. É a hora de perguntar "por quê?" e "como o outro se sentiu?". Quando ela errar, lembre: a culpa não é da criança. A responsabilidade de guiar é nossa. Ouça, mostre o efeito do que ela fez e combinem como consertar.
- O que você faria?Piaget mostrou que as crianças constroem a moral conversando sobre situações concretas, e não decorando regras.
- A verdade tem coragemPesquisas de Victoria Talwar mostram que ambientes muito punitivos levam as crianças a mentir mais. A honestidade cresce onde é acolhida.
- Os potes da gentilezaAristóteles escreveu que a gente se torna justo praticando atos justos. Gentileza também é hábito: cresce com a repetição.
- O termômetro da raivaSiegel e Bryson ensinam a nomear para acalmar: quando a criança põe nome no que sente, fica mais fácil escolher o que fazer com aquilo.
- Desculpa de verdadeNas práticas restaurativas, de Howard Zehr, o foco é reparar o dano, e não só punir. Pedir desculpa é também consertar.
- O jogo que a gente inventouPiaget estudou crianças jogando bolinha de gude. Primeiro a regra parece coisa dos adultos. Aos poucos, vira um acordo entre quem joga.
- Detetive da gentilezaAlbert Bandura mostrou que a criança aprende observando o que os outros fazem. Treinar o olhar para a gentileza ajuda a copiar o que é bom.
- Posso te dar um abraço?O ECA garante à criança o direito ao respeito, que inclui a integridade do corpo. Pedir antes de tocar ensina que cada corpo tem dono.
Entre os 7 e os 10 anos, a criança fica obcecada por justiça: "não é justo!" vira frase do dia. Aproveite. É a idade de entender que regra é acordo, que o grupo pesa e que dá para fazer o certo mesmo quando ninguém vê. Numa briga, ouça todos os lados antes de decidir e explique o porquê.
- Dilemas do ReloginhoKohlberg estudou como a moral amadurece: ela cresce quando a criança pensa no porquê das escolhas, e não só no medo do castigo.
- Na pele do outroEmpatia se treina imaginando como o outro se sente. Ler histórias e trocar de papel ajuda muito.
- Plateia ou ajudante?Darley e Latané estudaram a difusão de responsabilidade: quanto mais gente olhando, mais cada um espera que o outro faça algo. Quem sabe disso age.
- O anel invisívelNa República, Platão conta a história de Giges, um pastor que achou um anel que o deixava invisível. A pergunta dele é antiga: você faria o certo se ninguém visse?
- Três coisas boasRobert Emmons e Michael McCullough estudaram o efeito de anotar, com frequência, motivos para agradecer. Gratidão também se treina.
- Falar sem ferirMarshall Rosenberg criou a Comunicação Não Violenta: dizer o que aconteceu, o que sentiu, do que precisa e o que pede, sem xingar nem acusar.
- Igual ou justo?Piaget observou que, com a idade, a criança deixa de achar que justo é só dar o mesmo para todos. Ela passa a considerar o que cada um precisa.
- A escolha certa do vovôVygotsky mostrou que aprendemos muito na conversa com quem tem mais experiência. As histórias da família também ensinam ética.
No começo da adolescência, o grupo manda muito. O que os amigos pensam pesa mais do que o que os pais dizem, e o celular leva o grupo para dentro do quarto. Não adianta proibir pensar: ajude seu filho a argumentar, a perceber as próprias desculpas e a dizer não sem perder os amigos.
- Ética na telaO que fazemos online tem consequências reais. Montagens, prints e exposições podem ferir e, em alguns casos, são crime.
- Minha regra de ouroQuase todas as tradições éticas chegam a uma ideia parecida: trate os outros como gostaria de ser tratado.
- As desculpas que a gente dáAlbert Bandura chamou de desligamento moral as justificativas que usamos para fazer algo errado sem nos sentir mal.
- Brincadeira ou intimidação?A Lei 13.185/2015 define a intimidação sistemática, o bullying. Desde a Lei 14.811/2024, ela também é crime no Código Penal, inclusive quando acontece online.
- O véu da ignorânciaO filósofo John Rawls propôs um teste: criar as regras sem saber qual lugar você vai ocupar. Assim, fica mais difícil fazer uma regra que só favorece você.
- Antes de encaminharA BNCC pede que a escola ensine a usar a tecnologia de forma crítica e ética. Espalhar boato também é uma escolha ética.
- Uma boa ação na escolaA BNCC coloca entre as competências gerais agir com responsabilidade e princípios éticos, pensando no coletivo. Isso se aprende fazendo.
- Dizer não e continuar amigoNos experimentos de Solomon Asch, muita gente concordava com o grupo mesmo quando o grupo estava errado. Ele também viu que ter um só aliado já ajudava a pessoa a discordar.
Aos 15, 16 e 17 anos, o jovem já pensa em princípios, discute com argumento e quer ser tratado como adulto. É a hora de dilemas de verdade: trabalho, dados, imagem e quem ele quer ser. Você não é amigo do seu filho. É quem sustenta a conversa, mesmo quando ela é difícil.
- Consentimento é tudoNada de imagens, mensagens ou toques sem o consentimento claro do outro. E o consentimento pode ser retirado a qualquer momento.
- A ética da IAUsar IA não é errado. O dilema é como: esconder o uso, inventar fontes ou copiar o trabalho dos outros muda tudo.
- O dilema de HeinzKohlberg usava este dilema nas entrevistas: o que importa não é a resposta, mas o raciocínio por trás dela.
- Os dados dos outrosA LGPD, Lei 13.709/2018, protege os dados pessoais de todos. A ética vai além da lei: quando você posta, também decide pelos outros que aparecem ali.
- Dilemas do primeiro empregoKant propôs um teste: aja de um jeito que você aceitaria que todo mundo agisse. Se todo mundo fizesse igual, o mundo funcionaria?
- Meu rosto e minha voz têm donoO Código Civil, no artigo 20, protege o uso da imagem de cada pessoa. Com a IA, rosto e voz podem ser copiados. Isso pede novos combinados.
- Vinte minutos pelo bairroPara os adolescentes, Montessori defendia trabalho real, com valor para a comunidade. Fazer algo pelos outros constrói quem a gente é.
- A pessoa que eu quero serErik Erikson descreveu a adolescência como o tempo de construir a identidade. Os valores que você escolhe agora fazem parte de quem você vai ser.

Boas teorias, do jeito que criança entende
Cada atividade conta de onde vem. E o Reloginho, o relógio da rotina, ajuda a família a achar a hora certa para cada uma.
- O juízo moral na criança, de Jean Piaget.
- Os estágios do desenvolvimento moral, de Lawrence Kohlberg.
- Pesquisas de Victoria Talwar: ambientes punitivos aumentam a mentira.
- Consentimento e ética digital.
Caderno Ética e boas escolhas para 7 a 10 anos
Ética e boas escolhas · 7 a 10 anos
- 8 atividades para a idade escolhida
- Rotina com o Reloginho, placar e certificado
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Quero o caderno de 7 a 10 anosOs 7 temas · 7 a 10 anos
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- Economia e dinheiro
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Antes de comprar
Por que um caderno para cada idade?
Porque o que funciona aos 3 anos não funciona aos 15. Cada caderno foi escrito para a fase da criança: a linguagem, o tempo de atenção e o tipo de atividade mudam.
Tenho filhos de idades diferentes. O que eu compro?
Um caderno para cada idade. Se quiser trabalhar todos os temas, o kit da idade sai mais em conta.
Preciso de impressora colorida?
Não. O caderno foi pensado para ficar bonito também em preto e branco.
Quanto tempo leva cada atividade?
De 10 minutos, para os pequenos, a 20 minutos, para os maiores. Uma por dia já basta.
Posso usar na escola?
O uso é pessoal da família. Para usar com uma turma, fale com o nosso atendimento sobre a licença para escolas.
