Economia e dinheiro
Esperar, escolher, guardar e ajudar. Educação financeira do cofrinho ao primeiro salário.
R$ 9,90 · PDF para imprimir em casa · um caderno feito para cada idade.

Se isso acontece na sua casa, este caderno é para vocês
A criança aprende sobre dinheiro muito antes de ganhar o primeiro. Aprende quando espera a vez, quando escolhe entre dois desejos, quando vê os pais comprando por impulso ou planejando. E hoje aprende também dentro dos jogos, onde as moedas virtuais escondem quanto se gasta de verdade. Ensinar dinheiro é ensinar autocontrole.
- Tudo o que vê, quer. E na hora.
- Pede moedas no jogo sem noção do valor real.
- Recebe mesada e ela some em dois dias.
- O adolescente não faz ideia do que é juro.
8 atividades para 7 a 10 anos
Nesta idade, dinheiro ainda é abstrato demais. O que dá para ensinar é esperar, escolher entre duas coisas e cuidar do que é nosso. Tudo isso vira brincadeira, com você do lado.
- Agora não, daqui a poucoAprender a esperar é a primeira lição de economia. Os estudos de Walter Mischel sobre adiar a recompensa começaram por aí.
- Cada coisa no seu lugarVida prática, de Montessori: cuidar das próprias coisas ensina ordem e valor.
- Esta ou aquela?Montessori defendia a liberdade de escolha dentro de limites. Escolher entre duas opções é o primeiro treino para toda escolha de consumo.
- A feirinha de brinquedoPara Vygotsky, no faz de conta a criança age como se fosse maior do que é. Brincar de vender e comprar é o primeiro contato com a troca.
- Cuidar para durarVida prática, de Montessori: limpar e cuidar do que é nosso mostra que as coisas têm valor e podem durar muito.
- Acabou, acabouPiaget chamou esta fase de sensório-motora: a criança aprende pelo que vê e toca. Ver o pote esvaziar mostra, de um jeito concreto, que as coisas acabam.
- Ajudante do mercadoNomear o que a criança vê amplia o vocabulário e mostra que as coisas da casa vêm de algum lugar e custam algo.
- Empresta e devolveEmprestar e receber de volta ensina que as coisas têm dono e que a confiança se constrói. Nesta idade, dividir ainda é difícil, e isso é normal.
Entre 4 e 6 anos, a criança já conta, compara e quer tudo o que vê. É a hora dos potes, das primeiras moedas de verdade e das primeiras escolhas com dinheiro. Ela vai errar, e errar com pouco dinheiro é o melhor professor.
- Os três potesDividir o dinheiro em gastar, guardar e ajudar ensina que dinheiro tem destino, e não só desejo.
- Quero ou preciso?Separar desejo de necessidade é a base de todas as escolhas de consumo.
- Qual monte vale mais?Piaget mostrou que, antes dos 7 anos, a criança costuma julgar a quantidade pelo espaço que as coisas ocupam, e não pela contagem. Com dinheiro, muitas moedinhas parecem valer mais.
- A lojinha de casaVygotsky chamou de zona de desenvolvimento proximal aquilo que a criança consegue fazer com ajuda, mas ainda não sozinha. Com você por perto, ela já faz a conta da compra.
- O cofre transparenteNesta idade, o pensamento é concreto: o que não se vê parece não existir. Um cofre transparente deixa a poupança à vista.
- Detetive da propagandaO Conanda, na Resolução 163/2014, considera abusiva a publicidade dirigida à criança. Ensinar a perceber quando alguém quer vender é uma forma de proteção.
- De onde vem o dinheiro?A criança pequena costuma achar que o dinheiro sai do caixa eletrônico ou do cartão. Mostrar que ele vem do trabalho dá sentido ao valor das coisas.
- Trocar em vez de comprarA troca veio antes do dinheiro. Trocar brinquedos parados mostra que dá para ter novidade sem comprar nada.
Dos 7 aos 10 anos, a criança já faz contas, lê preços e entende troco. É a hora de colocar dinheiro de verdade na mão dela, em valores pequenos. E de conversar sobre as moedas dos jogos, que escondem o preço real. Se a mesada acabar antes, não reponha nem castigue: esperar a próxima é a consequência que ensina.
- Minha primeira mesadaAdministrar pouco dinheiro, e errar com pouco, é o melhor treino para administrar muito depois.
- O preço das moedas do jogoMuitos jogos usam moedas virtuais para esconder quanto se gasta de verdade. Fazer a conta em reais revela o preço real.
- Caçador de preçosComparar preço e quantidade é matemática da vida real. A BNCC inclui a educação financeira entre os temas que atravessam as disciplinas, junto com a matemática.
- Juntar para um sonhoNos estudos de Walter Mischel, esperar ficava mais fácil para quem tinha uma estratégia. Dividir uma meta grande em partes pequenas é uma boa estratégia.
- O troco certoCalcular o troco treina a conta de cabeça e protege de erro no caixa. É a matemática que a gente usa todo dia.
- Quem paga o app de graça?Se você não paga pelo app, o produto é você. Muitos jogos gratuitos ganham dinheiro com anúncios, com compras dentro do jogo e com o seu tempo.
- O dilema do dinheiro achadoLawrence Kohlberg estudou como as crianças decidem diante de dilemas morais. O que importa é o porquê da escolha, e não só a resposta.
- Minha banquinhaTodo negócio tem custo, preço e lucro. O preço precisa pagar o material e ainda sobrar um pouco. Esses são conceitos básicos da economia.
Entre 11 e 14 anos, o dinheiro fica mais digital: Pix, cartão dos pais, compras nos jogos. O jovem já entende porcentagem, juros e propaganda disfarçada. É a idade de dar responsabilidade de verdade e de falar de golpes sem medo.
- O mágico dos jurosJuros compostos: o dinheiro guardado rende e o rendimento também passa a render. Com dívida, o efeito é o mesmo, só que contra você.
- Meu primeiro orçamentoOrçamento é decidir antes para onde o dinheiro vai, e não descobrir depois para onde ele foi.
- É golpe ou não é?O Pix foi criado pelo Banco Central do Brasil em 2020. Ele é rápido, e por isso o golpista gosta dele: a pressa é a principal arma do golpe.
- A inflação no carrinhoInflação é o aumento geral dos preços ao longo do tempo. No Brasil, o índice oficial é o IPCA, calculado pelo IBGE.
- O preço escondidoToda escolha tem um custo escondido: aquilo de que você abriu mão. Os economistas chamam isso de custo de oportunidade.
- Publi ou dica?O Código de Defesa do Consumidor (Lei 8.078/1990), no artigo 36, exige que a publicidade seja fácil de identificar como publicidade. Publi disfarçada de dica dribla essa regra.
- O contrato da mesadaExigência e suporte: responsabilidade real com um adulto por perto. É trabalhar na zona de desenvolvimento proximal, de Vygotsky, em que o jovem faz com apoio o que logo fará sozinho.
- Empresto ou não empresto?Piaget descreveu que, com a idade, a moral passa do respeito à autoridade para a cooperação entre iguais. Emprestar dinheiro a um amigo põe essa reciprocidade à prova.
Dos 15 aos 17 anos, o dinheiro deixa de ser brincadeira: primeiro estágio, jovem aprendiz, conta no banco, cartão. Os golpes e as apostas também chegam. Seu papel é ser mentor: dar informação e deixar que ele decida, com você por perto.
- Meu primeiro salárioEntender o salário bruto, os descontos e o líquido evita sustos no primeiro emprego ou estágio.
- A armadilha do cartãoOs juros do rotativo do cartão e do cheque especial estão entre os mais altos do mercado. Pagar só o mínimo faz a dívida crescer.
- Aprendiz, estagiário ou empregado?A Constituição, no artigo 7º, proíbe o trabalho antes dos 16 anos, salvo como aprendiz a partir dos 14, e veda o trabalho noturno, perigoso ou insalubre antes dos 18. A aprendizagem tem lei própria, a Lei 10.097/2000.
- Na aposta, quem ganha?Nas apostas, as regras são feitas para que a casa ganhe no longo prazo. A Lei 14.790/2023 regulamentou as apostas de quota fixa e proíbe que menores de 18 anos apostem.
- Minha reserva para imprevistosReserva de emergência é o dinheiro guardado para o imprevisto, e não para o desejo. Ela evita que um susto vire dívida.
- Entrevista: dinheiro na vida realPara Vygotsky, a gente aprende na conversa com quem sabe mais. Ouvir a experiência de um adulto é aprender com o erro dos outros, sem pagar por ele.
- Comprei e me arrependiO Código de Defesa do Consumidor garante, no artigo 49, sete dias para desistir de uma compra feita fora da loja, como pela internet. Conhecer os seus direitos também é cuidar do dinheiro.
- Meu plano para os 18Meta com valor, prazo e caminho sai do papel mais fácil do que um desejo solto. É o orçamento levado para os próximos anos.

Boas teorias, do jeito que criança entende
Cada atividade conta de onde vem. E o Reloginho, o relógio da rotina, ajuda a família a achar a hora certa para cada uma.
- Os estudos de Walter Mischel sobre adiar a recompensa (o teste do marshmallow).
- Vida prática, de Montessori: cuidar das próprias coisas.
- Os três potes: gastar, guardar e ajudar.
- Juros compostos e orçamento, com contas de verdade.
Caderno Economia e dinheiro para 7 a 10 anos
Economia e dinheiro · 7 a 10 anos
- 8 atividades para a idade escolhida
- Rotina com o Reloginho, placar e certificado
- Imprima quantas vezes quiser
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Quero o caderno de 7 a 10 anosOs 7 temas · 7 a 10 anos
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- Economia e dinheiro
- Cidadania
- Ética e boas escolhas
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Antes de comprar
Por que um caderno para cada idade?
Porque o que funciona aos 3 anos não funciona aos 15. Cada caderno foi escrito para a fase da criança: a linguagem, o tempo de atenção e o tipo de atividade mudam.
Tenho filhos de idades diferentes. O que eu compro?
Um caderno para cada idade. Se quiser trabalhar todos os temas, o kit da idade sai mais em conta.
Preciso de impressora colorida?
Não. O caderno foi pensado para ficar bonito também em preto e branco.
Quanto tempo leva cada atividade?
De 10 minutos, para os pequenos, a 20 minutos, para os maiores. Uma por dia já basta.
Posso usar na escola?
O uso é pessoal da família. Para usar com uma turma, fale com o nosso atendimento sobre a licença para escolas.
