Ler e escrever
Do primeiro livro de figuras à redação do ENEM: leitura e escrita com conversa, em casa.
R$ 9,90 · PDF para imprimir em casa · um caderno feito para cada idade.

Se isso acontece na sua casa, este caderno é para vocês
Ler e escrever é a porta de entrada para todo o resto: estudar, argumentar, entender uma notícia e até perceber quando uma IA inventa. A boa notícia é que a família é o lugar onde isso começa. Uma história lida com conversa, um diário de três frases, uma notícia checada juntos. Pequenas coisas, todos os dias.
- Seu filho lê, mas não entende o que leu.
- Na hora de escrever, trava ou entrega três linhas.
- Acredita em tudo o que aparece no vídeo ou no grupo.
- Você não sabe como ajudar sem virar professor chato.
8 atividades para 7 a 10 anos
Nesta idade, ler é conversar. Seu filho ainda não entende todas as palavras, mas entende o tom, o colo e a atenção. Cada banho, cada troca de fralda e cada passeio pode virar uma pequena aula de linguagem.
- A história que conversaLeitura dialógica (Whitehurst, 1988): a criança aprende mais quando o adulto pergunta, espera e amplia o que ela diz.
- Rabiscos de gente grandeMontessori defendia o movimento livre da mão como preparo para a escrita: primeiro o rabisco, depois a letra.
- O narrador da casaServe and return, do Center on the Developing Child de Harvard: a criança "saca" com um som ou um gesto, e o adulto "devolve". É nesse vaivém que a linguagem cresce.
- Cantigas com gestosA BNCC chama um dos campos da Educação Infantil de "Escuta, fala, pensamento e imaginação". Cantigas, parlendas e rimas estão no centro dele.
- A cesta dos três temposA lição dos três tempos, que Montessori herdou de Séguin: primeiro o adulto dá o nome, depois pede para a criança mostrar, e só no fim pergunta o nome.
- O livro da nossa casaPiaget chamou de função simbólica a descoberta de que uma coisa pode representar outra. A figura do biscoito não é o biscoito, mas fala dele.
- Telefone de bananaVygotsky via no faz de conta uma zona de desenvolvimento proximal: brincando, a criança faz coisas que ainda não faz no dia a dia, inclusive falar mais.
- O passeio dos nomesJerome Bruner estudou a atenção compartilhada: quando adulto e criança olham para a mesma coisa e o adulto dá nome a ela, a palavra gruda.
Nesta idade, a criança descobre que a escrita representa a fala. Ela vai escrever do jeito dela, com letras trocadas ou faltando, e isso é sinal de que está pensando. Brinque com sons, rimas e letras, sem cobrar a forma certa.
- O som das letrasConsciência fonológica: antes de ler, a criança precisa perceber os sons que formam as palavras. A BNCC trata disso na Educação Infantil.
- Letras que a gente senteAs letras de lixa de Montessori: a criança aprende a letra tocando, vendo e ouvindo o som ao mesmo tempo.
- Memória das rimasPerceber que palavras terminam com o mesmo som é um dos primeiros degraus da consciência fonológica, que a BNCC trabalha com rimas e brincadeiras cantadas.
- Palavra grande, bicho pequenoEmilia Ferreiro e Ana Teberosky mostraram que muitas crianças acham que coisa grande tem nome grande. Descobrir que não é assim é um salto na escrita.
- Caça às letras no mercadoVygotsky e a zona de desenvolvimento proximal: com um adulto do lado, a criança consegue hoje o que amanhã fará sozinha.
- Conta de novo, do seu jeitoRecontar histórias com as próprias palavras está entre os objetivos da BNCC para a Educação Infantil. É o começo da escrita, só que ainda falada.
- O alfabeto de recortarO alfabeto móvel de Montessori: a criança monta palavras com letras soltas antes mesmo de saber traçar cada uma.
- Carta para alguém queridoA BNCC propõe que a criança produza textos com uma finalidade real. Quando ela dita e o adulto escreve, ela aprende como a fala vira texto.
Dos 7 aos 10 anos, a criança passa de aprender a ler para ler para aprender. É a fase de ganhar fluência, vocabulário e gosto. Continue lendo junto, mesmo quando ela já lê sozinha: a conversa sobre o livro vale muito.
- O diário do ReloginhoEscrever um pouco todos os dias, sobre a própria vida, ajuda a ganhar fluência e a organizar as ideias.
- Detetive das palavrasLer com uma pergunta na cabeça melhora a compreensão. É leitura com propósito.
- O binômio fantásticoGianni Rodari, em Gramática da fantasia, ensinou: duas palavras que não combinam nada soltam a imaginação e viram uma história.
- Leitura com voz de personagemNa leitura em eco, o adulto lê uma frase e a criança repete no mesmo ritmo. É a zona de desenvolvimento proximal de Vygotsky aplicada à fluência.
- Entrevista com quem viveu antesA entrevista é um dos gêneros que a BNCC propõe no ensino fundamental. Perguntar bem é o primeiro passo para escrever bem.
- O dicionário da famíliaVygotsky, em Pensamento e linguagem, mostrou que o significado de uma palavra cresce com o uso. Palavra nova só vira sua quando você usa.
- Caça ao tesouro com pistasTexto instrucional é aquele que ensina alguém a fazer algo. Se a pessoa se perde, o problema está na pista, e não em quem lê.
- Missão bibliotecaNa BNCC, pesquisar em fontes diferentes faz parte do aprender a ler. Achar sozinho a informação, passo a passo, é uma pequena conquista.
Nesta idade, ler bem é saber desconfiar e saber defender uma ideia. Seu filho lê o dia inteiro, só que em pedaços. O desafio é trocar a leitura rápida pela leitura com atenção, e a opinião solta pela opinião com motivo.
- Isso é verdade?Leitura crítica: antes de acreditar ou compartilhar, quem lê bem pergunta quem escreveu, quando e com que interesse.
- Meu argumentoArgumentar é defender uma ideia com razões e exemplos, e não no grito. É uma habilidade central da BNCC nos anos finais.
- Professor por um capítuloO ensino recíproco de Palincsar e Brown (1984) usa quatro estratégias de compreensão: prever, perguntar, esclarecer e resumir. Quem ensina aprende duas vezes.
- Clube do livro de doisPara Vygotsky, o pensamento se desenvolve na conversa com o outro. Falar sobre um livro faz entender o que só ler não fez.
- Manchete honestaA BNCC trabalha o campo jornalístico-midiático nos anos finais: perceber quando o título promete mais do que o texto entrega.
- Poema de apagamentoA poesia de apagamento, popularizada por Austin Kleon em Newspaper Blackout (2010), cria um poema escolhendo palavras de um texto que já existe.
- Debate do jantarDefender o lado contrário ao seu obriga a entender o melhor argumento do outro antes de responder. É assim que se discorda sem brigar.
- Carta que resolveA BNCC inclui, nos anos finais, textos do campo da vida pública, como a carta de reclamação e a de solicitação. Escrever bem é também um jeito de cuidar do lugar onde se vive.
Aqui, ler e escrever viram ferramentas de autonomia: estudar sozinho, prestar vestibular, escrever um pedido sério, perceber manipulação. O jovem não quer aula, quer desafio. Proponha e deixe ele liderar.
- A redação que convenceO texto dissertativo-argumentativo, cobrado no ENEM, tem estrutura clara: introdução com a tese, desenvolvimento com argumentos e conclusão com proposta.
- Leitor que questiona a IAAssistentes de IA escrevem com confiança, mesmo quando erram. Ler de forma crítica agora inclui checar a máquina.
- Anotações CornellO método de Walter Pauk, criado na Universidade Cornell, divide a folha em anotações, perguntas e resumo. Você não copia: você transforma o texto.
- Tudo o que eu lembroPrática de recuperação (Roediger e Karpicke, 2006): tentar lembrar sem olhar fixa mais o conteúdo do que só reler.
- O pedido que abre portasA BNCC fala em adequar o texto à situação: quem lê, para quê e em que tom. Um pedido formal bem escrito abre portas que uma mensagem apressada fecha.
- Plágio, paráfrase ou citação?A Lei de Direitos Autorais (Lei 9.610/1998, artigo 46) permite citar trechos de uma obra para estudo ou crítica, desde que se indiquem o autor e a origem.
- Resenha de cem palavrasA resenha crítica é um dos gêneros do ensino médio na BNCC. Escrever com limite obriga a escolher, e o que fica é o que importa.
- A letra miúdaA LGPD (Lei 13.709/2018) diz que os dados pessoais pertencem à pessoa e exige cuidado especial com os de crianças e adolescentes. Ler o contrato é saber o que você está entregando.

Boas teorias, do jeito que criança entende
Cada atividade conta de onde vem. E o Reloginho, o relógio da rotina, ajuda a família a achar a hora certa para cada uma.
- Leitura dialógica (Whitehurst, 1988): o adulto pergunta, espera e amplia o que a criança diz.
- Letras de lixa e movimento livre da mão, de Maria Montessori.
- Consciência fonológica e argumentação, na BNCC.
- Leitura crítica: quem escreveu, quando e com que interesse.
Caderno Ler e escrever para 7 a 10 anos
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Antes de comprar
Por que um caderno para cada idade?
Porque o que funciona aos 3 anos não funciona aos 15. Cada caderno foi escrito para a fase da criança: a linguagem, o tempo de atenção e o tipo de atividade mudam.
Tenho filhos de idades diferentes. O que eu compro?
Um caderno para cada idade. Se quiser trabalhar todos os temas, o kit da idade sai mais em conta.
Preciso de impressora colorida?
Não. O caderno foi pensado para ficar bonito também em preto e branco.
Quanto tempo leva cada atividade?
De 10 minutos, para os pequenos, a 20 minutos, para os maiores. Uma por dia já basta.
Posso usar na escola?
O uso é pessoal da família. Para usar com uma turma, fale com o nosso atendimento sobre a licença para escolas.
